O Autorize-se nasceu muito antes de se tornar um projeto.
Nasceu em uma fase da minha vida em que, apesar de todas as conquistas, eu ainda não me sentia autorizada a ocupar o meu próprio espaço.
Eu vivia tentando corresponder às expectativas, buscando aprovação, evitando conflitos e acreditando que precisava da validação dos outros para tomar decisões importantes sobre a minha vida.
Por muito tempo, deixei de me escolher.
Até compreender que a transformação não aconteceria quando as pessoas passassem a me enxergar de forma diferente. Ela aconteceria quando eu passasse a me enxergar de forma diferente.
Foi nesse processo que comecei a entender que me posicionar não era ser egoísta.
Que dizer não não me tornava uma pessoa ruim.
Que cuidar de mim não era um excesso, mas uma necessidade.
Que ter autoridade sobre a minha vida não significava controlar tudo, mas assumir a responsabilidade pelas minhas escolhas.
Aos poucos, fui construindo a mulher que sou hoje.
Uma mulher que aprendeu a sustentar suas decisões, reconhecer seu valor, respeitar seus limites e ocupar espaços que antes pareciam distantes demais.
E foi então que percebi algo importante:
Existem muitas mulheres vivendo exatamente como eu vivi.
Mulheres competentes, inteligentes e capazes, mas que ainda não se sentem autorizadas a existir na sua potência.
Mulheres que carregam histórias, dores e padrões que as fazem duvidar de si mesmas, diminuir seus desejos e abandonar quem realmente são para atender às expectativas dos outros.
O Autorize-se nasceu do desejo de que essa transformação não permanecesse apenas em mim.
Nasceu da vontade de lançar uma semente.
Uma semente de consciência, de coragem e de liberdade.
Porque acredito que, quando uma mulher se autoriza a ser quem é, ela não transforma apenas a própria vida. Ela transforma suas relações, sua família, sua história e tudo aquilo que toca.
E talvez esse seja o verdadeiro significado de se autorizar:
Não se tornar outra pessoa.
Mas finalmente ter permissão para ser quem você sempre foi.